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03/09 - "Sem Massagem!"
A previsão era de ondulação de sul com vento leste... (a combinação batata do litoral norte).
Muitos a associam com Maresias, eu e o Tani também...
E assim fomos seguindo nossos instintos.
Era para irmos direto e reto, passamos por Rivas sem olhar, e na Boracéia tá rolando. Até que uma leve conferida na Juréia, não vai atrapalhar...
Valeu pelas fotos, que foram as únicas do dia. Tinham três malucos boiando no canto direito, até que vinha uma ou outra, mas agente queria mais!
E pra quem quer mais, só tem um pico que não sai de nossas mentes.
Enfim chegamos em Marerê, um pouco maior do que esperávamos, tinha umas bombas sinistras. Que tava tubular, não precisa nem falar, Tanielson pegou um chapeuzinho e eu puxei o bico pra uma bomba daquelas, na real não tinha como pegar aquela onda, um maluko embaixo até agitou pra eu ir, mas não dava pô!
A cena seguinte foi da espuma espirrando uns 10 metros pra cima e na sequência um bafo generoso e rápido saindo daquele monstro; seria a onda da minha vida, ah se eu fosse o Keres Leite...
Foi uma queda drenante, de remaria contra a correnteza e poucas ondas. Tinha um metro e meio de uma onda rápida e difícil de entar, melhor pras gunzeiras.
Saímos do mar, direto pra Baleia Amiga, com o intuito de pegar mais onda, pois o surfe não tava rendendo tanto.
E lá estava o crowd, como já esperávamos, foi difícil achar uma vaga, mas achamos. Fizemos uma queda relâmpago, em ondas de um metrão e que proporcionou um bom surfe também.
Ao voltar pra caranga descobrímos um bom-bom no painel, tarde demais, o sol lambusou todo o Sandero recém saído do lava-rápido.
Voltamos com uma certa pressa, tínhamos que buscar a Fábi no aeroporto, mas seu voo atrasou. Podíamos ter surfado mais, mas também não tínhamos como saber do atraso. Valeu manos!
Muitos a associam com Maresias, eu e o Tani também...
E assim fomos seguindo nossos instintos.
Era para irmos direto e reto, passamos por Rivas sem olhar, e na Boracéia tá rolando. Até que uma leve conferida na Juréia, não vai atrapalhar...
Valeu pelas fotos, que foram as únicas do dia. Tinham três malucos boiando no canto direito, até que vinha uma ou outra, mas agente queria mais!
E pra quem quer mais, só tem um pico que não sai de nossas mentes.
Enfim chegamos em Marerê, um pouco maior do que esperávamos, tinha umas bombas sinistras. Que tava tubular, não precisa nem falar, Tanielson pegou um chapeuzinho e eu puxei o bico pra uma bomba daquelas, na real não tinha como pegar aquela onda, um maluko embaixo até agitou pra eu ir, mas não dava pô!
A cena seguinte foi da espuma espirrando uns 10 metros pra cima e na sequência um bafo generoso e rápido saindo daquele monstro; seria a onda da minha vida, ah se eu fosse o Keres Leite...
Foi uma queda drenante, de remaria contra a correnteza e poucas ondas. Tinha um metro e meio de uma onda rápida e difícil de entar, melhor pras gunzeiras.
Saímos do mar, direto pra Baleia Amiga, com o intuito de pegar mais onda, pois o surfe não tava rendendo tanto.
E lá estava o crowd, como já esperávamos, foi difícil achar uma vaga, mas achamos. Fizemos uma queda relâmpago, em ondas de um metrão e que proporcionou um bom surfe também.
Ao voltar pra caranga descobrímos um bom-bom no painel, tarde demais, o sol lambusou todo o Sandero recém saído do lava-rápido.
Voltamos com uma certa pressa, tínhamos que buscar a Fábi no aeroporto, mas seu voo atrasou. Podíamos ter surfado mais, mas também não tínhamos como saber do atraso. Valeu manos!
30/07 - "Da Vila Jacuí para Juqueí"
"Em cada canto da cidade tem uma favela; Assim dizia o ditado, mas; Em São Mateus tem favela espalhada pra todos os lados!"
6:30 da matina e o carro-favela segue reto para o lado leste. Radial, Aricanduva, Jacú Pêssego e outras vielas da Vila Jacuí, fizeram parte do roteiro. O cenário é bem diferente de um cartão postal, mas já vai melhorar.
Um pouco de chuva na estrada, limpador de pára-brisas frouxo, pit stop no posto pra apertar.
Sem Rivas dssa vez, direto e reto pra Juqueí, que não estava nem aí com a nossa presença e nos deixou na mão.
No meio da Baleia, não tem ninguém. Os poucos que encararam a friaca, estão no Canto Mágico. E se não pode vencê-los, junte-se à eles.
Lá fomos nozez. Quase quatro horas de muita boiação e poucas manobras. Situação que originou O Pensamento do FDS: "Agente se mata aqui no Brasil pra pegar 20 ondas e conseguir dar 6 ou 7 manobras em 4 horas de queda, enquanto agente poderia estar no Perú, onde pode-se dar mais de 7 manobras em uma única onda".
É para se pensar! Esse inverno ta cruel! A primeira foto é da Baleia e as outras duas de Juqueí. Só vendo para crer.
6:30 da matina e o carro-favela segue reto para o lado leste. Radial, Aricanduva, Jacú Pêssego e outras vielas da Vila Jacuí, fizeram parte do roteiro. O cenário é bem diferente de um cartão postal, mas já vai melhorar.
Um pouco de chuva na estrada, limpador de pára-brisas frouxo, pit stop no posto pra apertar.
Sem Rivas dssa vez, direto e reto pra Juqueí, que não estava nem aí com a nossa presença e nos deixou na mão.
No meio da Baleia, não tem ninguém. Os poucos que encararam a friaca, estão no Canto Mágico. E se não pode vencê-los, junte-se à eles.
Lá fomos nozez. Quase quatro horas de muita boiação e poucas manobras. Situação que originou O Pensamento do FDS: "Agente se mata aqui no Brasil pra pegar 20 ondas e conseguir dar 6 ou 7 manobras em 4 horas de queda, enquanto agente poderia estar no Perú, onde pode-se dar mais de 7 manobras em uma única onda".
É para se pensar! Esse inverno ta cruel! A primeira foto é da Baleia e as outras duas de Juqueí. Só vendo para crer.
03/06 - "Porcos Alegres"
Quem nunca fez aquele famoso trocadilho misturando o nome do feriado de Corpus Christ com o sentimento palmeirense após mais uma derrota!? No meio futebolístico essa piada ainda pode ser feita esse ano; mas se o assunto for surfe, receio dizer que os Três Porquinhos se divertiram muito nessa data e voltaram para suas cabanas felizes da vida.
Era uma vez um porquinho chamado Tani, ele era o mais fissurado da turma. Um dia, ele resolveu convidar seus amiguinhos para um passeio. Seria um belo dia de sol, numa linda praia, com muito verde e muitas ondas.
Mas infelizmente, o Lobo Mau atacou seus amigos e derrubou as cabanas de alguns. Bolinha tinha construído uma cabana de bebidas para se proteger da balada, mas a night foi mais forte e nocauteou o suíno. Mamute, o porco-elefante, construiu uma cabana com idas ao ortopedista, mas sua perna foi mais fraca e não conseguiu se levantar para surfar. Picolino, Leo, Alemão e outros porquinhos não se pronunciaram.
Quem não teve medo do Lobo "Swell de Sul" Mau, se juntou para mudar de vez o nome do feriado.
As cinco horas da matina, o Tsuínomano entrou na carruagem do Tani, e juntos eles começaram o tão esperado passeio. Tiveram que desviar seus caminhos para buscar o Porquinho do Rio, também conhecido como Chaves do Oinc. Esse último porquinho os recebeu muito bem, e trouxe junto com ele uma cesta de pic-nic com sanduíches de mortadela e toddynho.
Eles comeram no carro mesmo e jogaram a sujeira debaixo do banco junto com o resto do lixo. Tani ainda resmungava das desistências dos outros porquinhos, quando enfim eles chegaram na praia. Mas como será que a dona Baleia irá receber os porquinhos?
Da melhor maneira possível, era um metrão servido, com séries maiores, abrindo simplesmente todas as ondas. Vento quadrante leste terral, maré cheia secando, emparedada no drop, engordando na sequência e se passasse a sessão ia meio cavado até a lama. Ah! Que delícia, porco ama rolar na lama!
Não me levem a mal, mas o coletivo de porcos é vara! E a vara entrando na Baleia era gigante! Só na hora em que eu estava entrando, contei 14 porquinhos com o pé na água entrando pra surfar também. sem contar os que estavam se alongando, os que estavam no outside e os que estavam chegando. Que porcaria!
É claro que o crowd atrapalhou, mas deu pra pegar umas rainhas inesquecíveis até a porca torcer o rabo.
Então os Três Porquinhos resolveram fazer uma reunião para decidir aonde seria a segunda bateria. Ligaram para o Mamute-meio-pega que detalhou como estavam as ondas em cada pico que tem cobertura virtual. Falaram com alguns surfistas locais e chegaram à um comum acordo de que Baleia definitivamente era o melhor pico (de fato estava quase clássico). Mas outro tópico da pauta que teve unânimidade foi que com o aquele crowd que tinha não dava pra surfar ali.
Então começou aquele famoso rolê que todo mundo que já foi pro LN conhece. Camburi, com cinco cabeças suínas na água, problema de crowd não tinha. As ondas entretanto, estavam com a formação comprometida. 1,5 m fechando rápido e cavado sinistro. Nas fotos parece que tem altas, mas não muito aconselhável pra porcos com pranchas tamanho 5´10".
Ainda na caça, eles chegaram até Juquei, que tinha umas ondas, mas não inspirava muito. De cima fizeram o check da Una e quase foram até a Juréia, mas o tempo estava acabando e por isso eles resolveram cair no canto direito de Juquei mesmo.
Com pouco mais de duas horas de iluminação natural, eles tomaram a decisão certa. Pegaram altas ondas e Tani considerou essa queda melhor que a primeira. Pegou a onda do dia e foi eleito o Porquinho Surfista do dia. Ele e o seu ego viveram felizes para sempre!
E tava bom mesmo, no começo meio fechando, mas depois começou a funcionar uns esquerdão cabuloso. Era dropar, bater, cuttbackiar e rasgar até a lama. Eles deitaram e rolaram! Praticamente só eles na água, depois de umas bombas de 1,5m e muito remaria eles voltaram exaustos. Tani rabicó sujo, foi roncando a viagem de volta inteira. E esse foi apenas o primeiro dia do feriado. Vamos ver se algum porco imundo cria coragem nessa fuça e joga as pérolas do resto do feriado pra firma suína.
O salve do FDS vai pro Tsuinamo, que não é nenhum Paulo Henrique Ganso, mas é um Paulo Roberto Leitão!
27/02 - "Baleia-Amiga"
"Vamos cair no lugar certo, vamos pensar pra gente cair e fazer uma queda legal! Todo mundo pensamento posisitvo, Deus no pensamento! Todo mundo vai se divertir, todo mundo que estiver no mar, mesmo quem agente não conhece, vai ser uma queda legal pra todo mundo, ninguém pode se machucar, todo mundo tem que conseguir surfar e agente no final do dia vai estar comemorando e dando risada daquele jeito que agente sempre gostou!"
Viiiixi. Talvez você, assíduo leitor, pensava que o fato de nós acordarmos todo sábado às 4 da manhã nos deixava sonolentos e mau-humorados na descida da serra! Mas a frase acima comprova que não é bem assim. Junto com o improviso no rap, essa foi uma das formas de liberar a endorfina gerada pela ansiedade de pegar um mar grande e épico.
Brunini, Aquino, Marçal e Orioli, esse último autor da frase que deveria ser usada como exemplo de oração a ser feita por todo surfista antes da queda. Como eu ia dizendo... 2 porcos e 2 gambás indo se encontrar com a Baleia-amiga, com a Fazenda no cabeça e nenhum bambi pra zuar! Às 5:55 já foram 5; carboidrato em forma de bisnaguinha e a barrinha de energia aumenta, mal imaginávamos que precisariamos de muito mais que isso!
O mais loko foi chegar num pico bem mais longe, só que no horário de sempre. O Santana placa Garopaba nem precisou correr para às 7:00 estármos conferindo o canto esquerdo de Juquehybas.
Chegamos à conclusão que não estava tão bom e nem tão grande como esperávamos (coitado dos que não vieram de medo!), fomos pra Baleinha que também tava aquela coisa. Resolvemos voltar pra Juqueisso, agora o confere foi no pico. Tiramos fotos...
... e caímos, maré seca, vento leste terral, um metro e meio de sul, fechando bastante, correnteza nervosa. Conforme a maré ia subindo, a arrebenta ficava cada vez mais distante proporcionando alguns momentos de sufoco, um bom dia pra treinar joelinho! Eu particularmente achei um lixo, é claro que tinha umas ondas boas, mas mal valia o sacrifício. O Marçal gostou, disseram que a maior do dia foi dele. Eu acabei sendo cuspido pelo Seu Atlântico, junto com o Aquino. Bode na areia, breja, pf de pescada na lojinha do posto e a barrinha de energia sai do zero.
Voltamos pra Baleia, dessa vez bem mais amiga, e pelo visto, não foi só agente que percebeu isso. Antes de nos juntarmos àqueles milhares de surfistas no outside, demos mais um cochilo digestivo, na grama de um condomínio; estilo Maranhão mesmo, toalha estendida na sombra, ouvindo um Lee Perry raíz, já o Marçal preferiu puxar um ronco na sauna da caranga.
Foi nesse hora que conhecemos o Clay, que ao se deparar com essa cena perguntou:
- "Vocês vão surfar hoje ainda?"
- "Opa!" - nóis.
- "Com essa coragem toda?"
Valeu o rolê, tinha altas... mais uma vez, no diálogo de volta pra casa, a inevitável comparação, das ondas do LN com as do Guaru... Concluindo que não há comparação! Abaixo às fechadeiras costumeiras!
Subimos a serra comemorando e dando risada, como profetizado. Cheguei na minha quase às 22:00, foi um dia cansativo, para os matemáticos de plantão, que gostam de resumir seus finais de semana com números, ai vão os nossos:
umas 8 horas de surfe, umas 40 ondas per capita e mais de 100 km de remação, fácil!
"Agora é só tomar uma ducha, comer um prato-peão, tela e zzzzzzz!"
17/10

4:08 am. Não é pra qualquer um, e dessa vez vai ser um rolezinho. Tani e Bolinha são os únicos que não mijaram pra trás. A placa é de Garopaba-Sc e o rack pinga-pinga serve pra gente já chegar molhado e mais preparado no pico.
7:50 am. Outside da baleinha. A onda é boa, abre.. mas ta loko, vai ser gorda assim na casa do chapéu! Um metro divertido, praticamente só nóis na água, cutt-backs, rasgadas e algumas batidinhas, tubo nem pensar. Tudo isso em meio à um cenário storm, vento leste forte, muita chuva, relâmpagos próximos e trovões macabros.
11:50 am. O crowd começa a ficar intenso, hora de sair fora pra outro pico. Camboja´s ta o lixo do lixo e Juréba´s ta ruim, em Juqueyba´s ta rolando umas onda, mas tem campeonato de surfe no mar e maratona na areia (foto acima).
13:00. Ficamos assistindo um pouco do campeonato do Bola de Neve e ouvindo o narrador: "Olha a série, vem uma boa, camisa amarela onda, remou vai botar pra dentro.... aahhhh amarelou pro tubo e ainda levou uma lipada na orelha". hahahaha. Abaixo o registro do tapa.

15:00. Surfe nim ju-q-i até escurecer. Altas, manobras mais radicais e mais divertidas do que de manhã.
18:30. Chega. ta todo mundo só o pó (nosso motorista teve que ir pro banco de trás), chegamos na selva de pedras umas 21:30, e resolvemos o problema das goteiras; nada que uma toalha, um elástico de cabelo, uma colher e um espírito Macgyver não resolvam.
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