26/02 - "À Espera de Um Desastre"

Às vésperas de pedir as contas no trampo, Picolas está sedento por ondas! Tsumano, o percursor no assunto: "pedir as contas no trampo", tem sede de ondas também. E para saciar essa garganta seca, eles madrugam.
O destino é o mesmo de sempre, e a escala no Barril serve para buscar o Chaves do 8 e para trocarmos de viatura.
O surfe foi proveitoso até a hora em que se abriram as porteiras, depois disso o mar além de crowdeado, ficou zuado, praticamente sem condições.
Mas as pessoas que ficaram barradas pelo excesso de contingente, não sabiam disso. Por isso formavam fila, esperando que carros saíssem do condomíno para poderem entrar.
Não tiramos foto do mar, mas tiramos uma com a cara deles!

01/02 - "A Melhor de Todas"

Mais uma terça-feira vagabunda, mais um rolê pro norte com o carro favela, e mais uma vez somente Tsumano e Tani na parada (os remanescentes). E mais uma vez o destino era a Rivas, mas no meio do caminho, em meio à trocas de idéias, o destino foi cambiado. Agora nosso novo destino era uma onda considerada por muitos como a melhor do Brasil.
Sim meus amigos, estou falando dela, a famosa, a ilustre, a tubular, a crowdeada onda de Maresias!
Logo que chegamos no pico combinamos com o Tiozinho de se trombar, mas um erro de comunicação nos fez cair um pouco mais para a esquerda de onde estava nosso truta.
Ao chegarmos no local, achei uma moeda de 1 real, a sorte estava do nosso lado. Na água, meia dúzia de crowd pingado e ondas de um metro abrindo legal para a esquerda.
Que dia! Que queda foi essa! Era uma atrás da outra, onda pra todo mundo e de sobra, pegamos algumas direitas também, mas as esquerdas estavam demais! Não estava tão tubular, mas tinha cada paredão merrrmão! Irado aí!
Foi um surfe de manobras radicais, debaixo de um sol fervoroso, até a frequência diminuir e simultâneamente nossa energia também!
Saímos da água e o favela's ainda estava lá, foi nessa hora em que as fotos foram tiradas, como sempre na pior hora do mar!
Batemos um PF tomando uma gel no pico mais sujo da praia (e o mais barato também). E colamos no canto onde enfim trombamos o Tio, que havia recém saído de sua bateria, a qual ele classificou como normal. 
Eis que ficou uma dúvida no ar: estaria ele acostumado com aquelas ondas perfeitas e por isso não considerou aquelas ondas como perfeitas, ou foi agente que caiu no melhor pico do pico? Entre as duas hipóteses, eu fico com as duas.
Colamos na goma do Titio pra dar aquela relaxada, um bode na rede, um rolê pela vizinhança e partimos pra segunda queda. 
Agora no famoso canto direito, tão famoso que está sempre lotado, dessa vez não foi diferente, mesmo sendo um dia de semana o Cráudio estava lá, importunando. E o pior, aquele que mais incomodava era o bródi do Tio que foi com agente! Fominha que só ele!
Foi uma bela queda, pegamos boas ondas, mas com o aproveitamento reduzido devido ao que já foi mencionado e também por conta das ondas que estavam demorando mais. Talvez se agente tivesse voltado pro pico da primeira queda teria sido mais proveitoso. Mas valeu mesmo assim. Quebrados ainda tínhamos mais uma longa viagem de volta pela frente. Mas agora munidos com o que há de melhor na região, com a mente feita e com a sensação de que esse foi o melhor mar do ano (de 2010 ou/e de 2011, tanto faz)!

21 a 30/01 - "Especial de Férias"

Feriado em São Paulo e com objetivo inicial de fugir do crowd no nosso litoral resolvemos ir pro sul. Tani, sempre ele, e o Tsumano se encontram na Rodoviária Tietê;
Ainda descendo a escada rolante avisto meu mano pedindo um chopp no quiosque da Brahma, dou um toque no vidro que nos separa, e lanço:
- Pede duas!
Isso era apenas uma prévia do que estava por vir.
Chegamos sábado de manhã em Garopaba, mas nosso carona não apareceu, ligamos atrás dele e nada. Resolvemos pegar um taxi e no meio do caminho vimos o carro do cunhado do Tani indo pra rodô nos buscar, mas já era tarde. Menos 50,00 reais pra nóis!
Chegamos na Pousada Las Ondas, e nos alojamos no Alcatraz. Fugir dali não seria fácil, mas um dia ia ser preciso!

Pausa para o Salve do FDS, que vai para todos os funcionários da Pousada Las Ondas, inclusive o Felipe, que nos recebeu muito bem! Sem palavras, obrigado a todos. E para o Neilor que é um anfitrião nato.
Os dias que se passaram foram parecidos, merrecagem de manhã e game no Turco à noite.
A cidade não falava nossa lingua, ao contrário apenas hablava español. Argentina em peso, e com o desabamento de um trecho da BR, ficaram ilhados no pico, não tinham como voltar para aquele lixo de país.
Depois do feriado, com a BR liberada, o Tani teve que vazar, e aí eu fiquei na goma do Neilor.
Nós até que tentamos achar um pico melhor, mas tava merreca em tudo. Ferrugem e Rosa, foram a salvação nesses dias, a Vila hibernava no flat.
Acabei comprando um toco véio do Felipe, que ta funcionando muito bem.
No último dia fomos pra Floripa, hospedados no centro, fizemos uma queda na Mole, mas tava merreca igual.
É claro que uma trip dessas, mesmo sem ondas, da pra desestressar um paulistano por pelo menos uns dois meses. Mas meu objetivo era o surfe, nesse caso, tenho que ser sincero e dizer que deixou a desejar (de novo). Isso porque, a primeira quinzena de janeiro rolaram altas! Cheguei atrasado, mas se for pensar que no litoral paulistano não tinha nada, aí pode-se dizer que valeu à pena.
Quem sabe na próxima.

15 e 16/01 - "Ta Ruim, Mas Ta Bão!"

Mais um FDS flat de janeirão. Completamente flat, colado, piscina, lagoa azul!
Já cientes desse fato (graças à tecnologia dos meteorossurfistas do LD e de outras fontes), resolvemos antecipar o bate.
Na Nem Um Pouco Convencional Reunião de Quarta à Tarde, eu, Tsumano, e meu mano Bolinha, decidíamos entre um bate pro Guaru, ou dois dias largados em Ubatuba. Decisão foi tomada de madrugada, dormi sem saber pra onde ia. Não fiz minha mala, pois como disse o sumido Mamute, não sabia se lavaria uma cueca ou duas.
E às 6:00 meu celular tocou, a decisão já estava tomada, nosso destino era a pior opção entre as duas, mas ainda assim seria um rolê irado. E para isso acontecer, fizemos o resgate de mais um parceiro pro surfe: Aldovisk.
Embaçozinho de lei, e logo já estávamos na estrada. Chegando na baixada, acionamos o mano Chaves, que mais uma vez perdeu pra érnia.
Salve mano, o Blog do Surfe estima melhoras!
Seguimos então nosso trajeto pra Tyjucos! Plaquetinha 01, pioneiros, demos um boi pro salva-vidas, e nossa primeira visão do mar era deprimente. Decididos, peregrinamos até o canto esquerdo, onde ali sim já haviam algumas cabeças se aventurando nas merrecas.
Ondas na casa dos meio metro, fechando na maioria, mas cavado. Nada de especial, foi um surfe regular, satisfatório, deu pra encaixar em algumas, pegar uns chapeuzinhos, batidas na junção, drops críticos em ondas de uma manobra.
Voltei pro canto direito remando, queria que tivesse sido pegando esquerdas, mas ta bom. Fizemos a mente e vazamos.
Check no Buco, no Caveira (pico menos pior), na Pitangas e no Tombo, e as ondas cada vez piores, agora com um maralzinho que só nos incentivava a subir a serra.
Não antes de passar no Mc. Foi um belo dia, voltamos satisfeitos pra goma e cogitando quando seria o próximo surfe, e até agora estou nesse impasse. Semana que vem tem feriado, e parece que enfim vai entrar uma negocinho de leste ai!

08/01 - "De Menos Crowd"

A Tradicional Reunião de Sexta a Noite tinha como tema a comemoração do meu aniversário. Ainda que desfalcada (muitos dos bródi estão fora da cidade), ela foi regada de breja e adentrou a madrugada.
E durante a comunhão, eis que surge um dos irmãos, anunciando que meu presente seria as altas ondas do dia que estava por vir!
Excitado com essa possibilidade, respondi: -  TSUMANO IN.
Conforme a noite passava, o horário oficial do bate enfim foi demarcado. 3:40 a.m
(a firma ta se superando)!
Mas o que ninguém podia imaginar aconteceu, a inesperada, a imprevisível, a surpreendente desistência do Tsumano! Nunca na história do mundo, se tem registro de uma tragédia como essa, fato inédito...  Como estava com visitas em goma até altas e fui dormir depois das 2:00, mandei uma mensagem pro brother TSUMANO OUT.
Mas como foi uma decisão muito em cima da hora, não deu tempo de mudar o destino da minha vida.
Acordei e fui pra guerra. Onde o Tenente Carcamano (vulgo Alemão) levantou a hipótese de irmos para a praia com o Black. Concordei na hora, já eram dez da matina, mas ainda dava pra fazer um surfe de tarde.
Pouco tempo depois, Black (um bródi de milianos e que fazia milianos que não ia surfar com a firma), colou na área pra me buscar.
Passamos no Alemão, diferente do habitual, cabelinho cortado, barba feita, eis o perfil de um bom garoto!
Seguimos Imigrantes abaixo, e conforme o litoral ia se aproximando o trânsito ia aumentando.
Pera ai! Vamos nos localizar nesta situação com calma. Sábado, meio-dia, verão, sol de rachar, previsão de um metro de onda! Belo horário que vocês escolheram pra viajar.
Ficamos quase que uma hora para entrar na cidade Guarujaense, tudo parado, a cidade também está um pouco diferente do habitual. Um verdadeiro caos!
Chegamos no Chaves, que continua vetado pelo departamento médico, e preferiu ficar na dele.
Batemos um rango no açai ali do lado e fomos pro que interessa. Motivados pela fuga do transito, e pela ondulação de leste, a queda foi feita no Buco. E tava lindo!
O vento terral fazia as ondas abrirem, e formava alguns tubos pesados. O pico funcionava como há tempos não víamos, não estava clássico, algumas ondas quebravam errado na bancada, mas tava muito próximo disso.
O crowd merecia um capítulo à parte, pregaida, pros, amadores, tinha de tudo. Um belo mar para se quebrar a bóia! Depois que um comédia entrou na minha onda, e atrapalhou minha junção, o inevitável aconteceu. Procurei na hora, mas não achei. Mas ganhei uma buceta de presente. A buceta mais temida do mundo, essa ninguém quer!
Voltamos pro Barril, nos despedimos do irmão, e o Mc estava no meio do caminho da volta:
- Vê metade do estoque pro boniquinho, pq o sanuduba e o açai de antes, não foram suficientes para alimentar a criança.

25/12 - "Forçando a Barra"

Não sei se você precebeu, mas é natal! Não da pra surfar com tantas festas familiares, e de fato, não conheço ninguém na face da terra que surfou nesse FDS. Contudo, no meio da semana, rolou um bate com o parceiro Bolinha, que se auto-denomina DGA. Resgate do Chaves, e a queda em Tagua Bay. Força Barra master!
Remamos do canto direito ao esquerdo, e do esquerdo ao direito, e nenhuma bancada satisfazia. Sem fim de tarde, o jeito foi sair fora mesmo.
Ainda teve um outro bate merrequeiro pra prainha Branca, num dia em que eu nem tava afim de ir (sabia que não tinha onda). Mas fui arrastado, dia marcado por termos ido de carro e voltado de busão, mas essa é uma ooouutra história....

18/12 - "O Último dos Pracianos"

Essa, não é somente a vida de muitos em São Mateus, mas é a vida de muitos na Zona Norte, na Zona Sul, na Zona Oeste e na nossa Zona Leste:
A falta de dinheiro pro bate-volta era problema, mas um surfista de verdade mantém Deus como força suprema, seu único lema.
Dois pivetes frutos de um condomínio todo fudido, mas surfisticamente bem sucedido, sem emprego, ficar em casa que nada, bora pra praia!
Tani e Tsumano, que nas Antônia, madrugavam, deixavam de ir à escola pra tomar rabo-de-galo. Hoje em dia, com atividades mais saudáveis, eles acordam cedo pra surfar.
Dessa vez o rolê foi igual. Mas a ondulação tava de leste, como o sentido era o Norte. Um pico não saia de nossas cabeças: Itaguaré!
Acionamos o Pulu's, mas só dava caixa. Deve estar dormindo vagabundo. Continuemos então. Chegamos no objetivo, preparativos preparados, e na hora de entrar pelo canal do pico, damos de cara com o sonâmbulo bródi, que não estava dormindo não, muito pelo contrário, ele e seu primo Zégluardo, pegaram altas ali mesmo, com direito a tubo e o escambal.
Substituição: saem Pulu's e Glu;
e entram Tani e Tsumano.
Os mano deram a letra direitinho de onde era o pico, pra onde deveríamos remar e onde se posicionar. E realmente as dicas foram bem proveitosas, e ajudaram bastante. O Salve do FDS vai pros primos firmeza. Pegamos boas ondas de um metrinho na série, sem os tubos de mais cedo, mas abrindo legal.
Me lembro do parceiro Tanielson afirmando que aquele era o melhor mar que ele a tinha pegado naquele pico. Difícil dizer, tenho boas recordações de lá, mas foi um dos melhores com certeza.
Fizemos a mente, fomos pro Mc' Praxe. Tiramos um belo de um bode na goma Ricardiana. E o fim de tarde foi no Seisunt, agora com os bródi. E foi legal também hein!
Resumindo, foi um bate-volta difícil de agitar, os parceiros do surfe desapareceram. Ainda rolou um desentendimento do Tani com o Picolas que foi surfar sem avisar.
Mas foi assim porque tinha que ser, e o surfe rendeu boas manobras pra toda a rapa, e é isso que importa.
Valeu Tani, o mestre no quesito Raça! O Remanescente! Um dos poucos que tem o surfe como prioridade na vida. Valeu!
Quando precisar de um parceiro pro surfe, pode contar comigo. E isso vale pra todos. A qualquer hora, qualquer dia e para qualquer lugar, tamos ai pro que der e vier, é só acionar!